Dataviz
1. A tese: cor de dado não é cor de UI
A regra-mãe do seed-componentes.md é "componente consome semântico, nunca hex" — e o
semântico de UI carrega intenção de interface (action-primary, feedback-danger).
Uma série de gráfico não tem intenção de interface: a série 2 de um gráfico de barras não é
"ação" nem "erro" — é a segunda categoria de um dado. Ela consome uma escala com
semântica própria (chart-cat-2), cujas leis são outras: ordem fixa, diferenciação
perceptual entre vizinhas, comportamento sob grayscale, isenções normativas específicas
(WCAG 1.4.11 isenta heatmap; nenhum componente de UI tem isenção equivalente).
Hospedar essas leis dentro do arquivo de componentes criaria a mesma contaminação de
regra-mãe que o e-mail teria criado (EM0 do seed-email.md) — por isso este arquivo
existe (DF1).
O que a dataviz herda das fases anteriores — e o que não herda:
| Herda-se | Não se herda |
|---|---|
| Cadeia de 3 camadas (primitivo → semântico de dado → consumo) | Semânticos de UI (action-*, feedback-*) como cor de série |
| Escada de mecanismos do §1.12 (cor nunca é o único portador) | — |
| Taxonomia de severidade T1–T5 (faixas de gauge referenciam feedback) | Severidade paralela nova |
| Método dos 7 testes + grayscale (aqui promovido a gate estrutural, DF4) | — |
| Tabela de dados semântica EC3/§40 (é o fallback textual canônico) | — |
| Régua de validação em camadas (jsdom + render + contraste + gate humano) | A régua da F4 (motor Word não é o alvo aqui) |