Marca SEED
7. Grafismo v2 — linguagem de linhas
A mudança visual mais importante da v5.0. Direção aprovada: "menos infantil, mais profissional".
O que morre (supersede formal)#
- Ondas como massas chapadas cobrindo porções da peça (inclusive empilhadas turquesa+verde) — era a assinatura visual de 2018 e a principal fonte do efeito datado.
- Grafismo secundário de padrões (ícones repetidos sobre fundo turquesa, Manual 2018 §3.7–3.8) — textura decorativa aposentada sem sucessor direto.
O que nasce#
A onda não some — emagrece. Vira linha: curvas finas de 1.5–2px, stroke-linecap: round (o mesmo traço da ilustração), sempre horizontais, em turquesa.
7.1 A ORIGEM DO DESENHO — o significado, e ele não pode se perder (novo na v5.4)#
Rafael Sant'Ana, 2026-08-20, verbatim: "as ondas sao representacao de montanhas, pois remete ao verde, a natureza, logo as ondas devem se cruzar para formar um efeito de uma imagem na qual tem montanhas na frente e atras."
A curva não é uma onda decorativa: é uma cordilheira em planos que se cruzam. Verde, natureza, profundidade. Perder essa leitura é perder o significado, não só a estética.
Três coisas fazem uma linha ler como PLANO, e sem elas o desenho vira ritmo em vez de serra:
| # | o que é | por que é indispensável |
|---|---|---|
| ① CRUZAMENTO | as cristas se sobrepõem em x, não correm juntas | paralelismo é RITMO; serra é PROFUNDIDADE. Duas linhas paralelas nunca leem como planos |
| ② OCLUSÃO | na travessia, a crista da frente interrompe a de trás | é o que informa a ORDEM dos planos. Sem ela o olho vê um X, não um vale. ⚠ Feita por <mask>, nunca por forma preenchida — assim funciona sobre qualquer fundo e não viola "linha, nunca massa" |
| ③ HIERARQUIA DE PESO E TOM | a de trás mais fina e mais clara; a da frente mais grossa e mais firme | perspectiva atmosférica: o que está longe perde contraste |
O corte de oclusão é também o idioma do desenho técnico — linha interrompida para indicar o que passa por cima. Conversa com o princípio §2 ("precisão de engenharia como estética") em vez de brigar com ele.
④ O CRITÉRIO DO MOVIMENTO (veredito de 2026-08-20): "nao pode perder o sentido de movimento apesar de serem montanhas". O movimento é parte do significado — a onda originou o desenho, a montanha é a leitura. Composição que congele a serra viola o aprovado, mesmo com cada linha correta.
7.2 DOIS REGIMES — SERRA-CENA e DETALHE DE LINHA (novo na v5.4; supersede a leitura de que o teto de ~8% governa todo grafismo)#
O teto de ~8% da altura da tabela abaixo foi escrito para detalhe de rodapé de 1–2 linhas. A partir da v5.4 o canon reconhece dois regimes diferentes, e o teto de 8% governa apenas o primeiro:
| regime | o que é | teto de altura | área total |
|---|---|---|---|
| DETALHE DE LINHA | 1–2 linhas discretas na base, sem cruzamento nem oclusão — o uso original desta seção | ≤ ~8% da altura | ≤10% |
| SERRA-CENA | composição de 3 ou 4 planos com cruzamento, oclusão e hierarquia de peso (a §7.1) | por formato, tabela da §7.4 | ≤10% |
POR QUE O REGIME NOVO EXISTE, com número. Medido em 2026-08-20/21: a serra precisa de ~15% da altura da peça para LER como serra. Abaixo disso ela não fica "discreta" — ela desaparece: numa faixa de 32px (7,62% de uma peça de 420) o traço do plano de trás cai a 1,50px e a cena vira uma linha. Não é preferência estética: é o limite abaixo do qual o desenho deixa de comunicar o que a §7.1 diz que ele significa.
As duas saídas do conflito, e o canon aceita AS DUAS — é isto que a v5.4 registra para que ninguém leia uma como contradição da outra:
- (a) ir para o TOPO — o teto de ~8% é escrito para rodapé; uma faixa de topo é outro uso. Foi a saída aprovada para o modelo MONTANHA (§7.3).
- (b) mudar o teto NO RODAPÉ — aprovado por veredito, formato a formato, na tabela da §7.4. Foi a saída aprovada para o modelo SERRA EM ARCOS.
7.3 OS DOIS MODELOS DE SERRA-CENA — regras INDEPENDENTES (novo na v5.4)#
Rafael Sant'Ana, 2026-08-21, verbatim: "o uso das montanhas/ondas no topo nao é o padrao, o padrao em em baixo, mas aprovei esse modelo de montanha para usar no topo caso o criador queira coloca-las no topo."
E, sobre estender ao topo uma regra do rodapé: "para as montanhas do topo, eu aprovei dessa forma porque o desenho ficou muito bom, entao nao tem problema nao seguir a regra das ondas do rodape. considere que o topo segue uma regra e o rodapé outra regra."
| modelo SERRA EM ARCOS | modelo MONTANHA | |
|---|---|---|
| onde | RODAPÉ | TOPO |
| status | PADRÃO | OPÇÃO de quem monta a peça, quando a composição pedir — e sem precisar justificar |
| planos | 4 (fundo · longe · perto · frente) | 3 (fundo · meio · frente) |
| traçado | arcos que nascem e morrem abaixo da moldura | crista bezier de curvatura distribuída |
| encontro das linhas | TOQUE EXATO — recorte na própria crista, folga zero | oclusão COM FOLGA (traço de máscara 7px) |
| altura da faixa | tabela da §7.4, por formato | pela LARGURA, não pela altura — §7.4-b |
⚠ REGRA DE ESCOPO, e ela vale para todo este documento: regra derivada de UM modelo fica ESCOPADA a ele até haver veredito que a estenda. O toque exato é regra do RODAPÉ, não lei geral do grafismo. Generalizar por conta própria mudaria em silêncio uma peça já aprovada.
Anatomia da SERRA EM ARCOS (4 planos, de trás para a frente): FUNDO — única linha contínua atravessando a peça; a mais alta e a mais clara; sem ombros. LONGE e PERTO — morros PARCIAIS em duas profundidades: arcos que nascem e morrem abaixo da moldura ou atrás de outro morro; cume fora de centro, flancos assimétricos, ápice ARREDONDADO — nunca ponta ("o nosso nao é pontudo e sim uma ondulaçao"). FRENTE — baixa e suave; atravessa a peça mergulhando abaixo do limite inferior entre um cume e outro ("nao pode ser tao alta, ela tampa os cumes do fundo").
Duas regras de construção da serra em arcos:
- TOQUE EXATO ("as linhas devem se tocar, se uma linha acaba antes de tocar a outra nao da sensacao de profundidade"): a oclusão é recortada na própria crista, folga zero — a ponta redonda da linha de trás encosta no traço da frente. É construção, não retoque.
- REGRA DO FRAGMENTO ("em linhas nao fica bonito e profissional, clean"): trecho visível de linha com comprimento < 80px (calibrado na cena de 1080; escala com a janela) ou folga máxima < 9px sobre a linha que o oclui é SUPRIMIDO. Ou o morro aparece de verdade, ou não aparece. A regra roda POR FORMATO.
7.4 A LEI DA ESCALA e os TETOS POR FORMATO da serra-cena (novo na v5.4)#
LEI: a forma do morro é constante em UNIDADES DE F (altura da faixa); o que muda com a largura da peça é a COMPOSIÇÃO, nunca a forma. Peça larga não ganha morro esticado.
Razão natural da cena aprovada: w/F = 12,7. Medido: no post (w/F = 12,7) o morro massivo sai 432×62px — a proporção aprovada; no banner com a mesma fração de largura (w/F = 38,5) o MESMO morro sai 450×28px, razão 16:1 — o "esmagado" que foi reprovado.
ÂNCORA em peça larga-baixa: a cena vai ancorada numa janela de proporção natural (largura da janela = 12,7 × F), no lado oposto ao texto; a linha da FRENTE continua atravessando a peça inteira, mergulhada abaixo do limite fora da janela.
Tetos aprovados por veredito (2026-08-21) — supersede o ~8% para o regime serra-cena, formato a formato:
| formato | faixa | % da altura | veredito |
|---|---|---|---|
| post 1:1 · cartão dentro do detalhe · pasta A4 · story | conforme floor(h × 0,0795) |
7,8–7,9% | cabe no regime de detalhe |
| cartão de visita 90×50 mm (frente e verso) — VIGENTE | 84px de 590 | 14,2% | "escolho B" (medida brasileira, 2026-08-22 — §7.4-d) |
| HERDADO — "L2 e L3 estão ok" na razão americana; supersedido em 2026-08-22, mantido só porque o acervo dos 7 formatos ainda está nessa razão | |||
| banner 3:1 | 59px de 500 | 11,8% | "está aprovado" |
| capa 4:1 | 62px de 396 | 15,7% | "está aprovado" — é o mínimo que satisfaz "a partir do centro" + proporção natural |
| montanha no TOPO | 64px de 420 | regida pela LARGURA — ver §7.4-b | aprovada em 2026-08-20 (P3 branco · P4 brand-deep) |
7.4-b O TETO DO TOPO É DE LARGURA, NÃO DE ALTURA (novo na v5.5)#
Rafael Sant'Ana, 2026-08-21, verbatim: "acho que deixar 1:1 nao seria o ideial, o ponto é medir a aplicação na largura se atende ao desenho selecionado para o topo, a altura nao importa."
Regra: no regime SERRA-CENA no TOPO (o modelo MONTANHA), o que se verifica
é a proporção entre a LARGURA da peça e a altura da faixa — w/F —, e não
a porcentagem da altura da peça. A altura da peça é irrelevante para este
teto, e a razão de aspecto da peça não entra na decisão.
O número, e de onde ele vem: a peça aprovada em 2026-08-20 (P3 branco e P4 brand-deep) tem w = 420 e F = 64, logo a proporção do desenho aprovado é
w/F = 6,5625— e o teto éF ≤ w / 6,5625.
Nada foi inventado aqui: o número é a razão da própria peça que ele aprovou. Faixa mais alta que isso, para a largura que a peça tem, deixa de ser o desenho aprovado — engorda a cena verticalmente. Faixa mais baixa não é reprovada por esta regra: a perda de leitura pelo excesso de finura é julgamento de FORMA, que continua sendo gate visual humano (§7.2).
O que isto SUPERSEDE: a leitura anterior, de que o topo respondia a um teto de 15,24% da altura válido só na razão 1:1. Aquele número continua correto como descrição da peça aprovada (64 de 420 é 15,24%), mas não é o teto — é consequência dele naquele formato. Peça larga não fica sem teto e não precisa de veredito novo: ela responde à mesma proporção de largura.
⚠ ESCOPO: esta regra é do TOPO. O RODAPÉ continua com os tetos por formato da tabela acima — regra derivada de um modelo fica escopada a ele até haver veredito que a estenda (§7.3).
7.4-c PISO DE TRAÇO EM MILÍMETROS PARA PEÇA IMPRESSA (novo na v5.6)#
Rafael Sant'Ana, 2026-08-22, verbatim: "saída B — piso de 0,25 mm por ESCALA, e só para peça IMPRESSA"
REGRA: em peça impressa, nenhum traço do grafismo fica abaixo de 0,25 mm. Quando o mais fino ficaria abaixo, todos os planos são multiplicados pelo mesmo fator até o mais fino tocar 0,25 mm.
| piso | 0,25 mm (≈ 0,71 pt) |
| método | ESCALA — fator único aplicado a todos os planos |
| escopo | só peça impressa (peça de tela continua na lei em px, §7.4) |
POR QUE ESCALA E NÃO GRAMPO, e é medido: grampear por baixo (elevar só quem está abaixo do piso) achata planos no mesmo peso — no cartão, 4 pesos distintos caem para 2. E a hierarquia de peso e tom é uma das três condições que fazem a linha ler como PLANO (§7.1 ③). Grampo salva o traço destruindo o mecanismo do desenho; escala paga o custo em presença e mantém a leitura.
POR QUE 0,25 mm, com os números que sustentam: os pisos de reprodução do
mercado são 0,088 mm (digital, linha positiva), 0,176 mm (digital, linha
reversa — clara sobre escuro) e 0,053/0,088 mm em offset. O verso do cartão é
linha reversa por definição (serra clara sobre #005048), e antes desta regra
media 0,180 mm — passava o piso digital reverso por 0,004 mm, 2% de margem.
0,25 mm dá 42% de folga. Serigrafia (0,353 mm positiva / 0,706 mm reversa)
segue fora do alcance de cartão, e isso é declarado: peça serigrafada exige
decisão própria.
⚠ E o motivo pelo qual esta regra tinha de existir: a lei do traço da §7.4 é em pixel, inclusive o grampo. Logo o traço FÍSICO de uma peça impressa é função da resolução de exportação — o mesmo arquivo exportado a 600 DPI em vez de 300 imprime com metade da espessura. Piso em pixel não garante nada no papel.
ESCOPO EXATO, e ele é estreito de propósito:
- vale para o cartão de visita (90×50 mm desde 2026-08-22 — §7.4-d) e para qualquer peça com alvo físico declarado; ⚠ e o piso sobrevive à troca de formato — isto foi MEDIDO, não presumido: nos três formatos testados (89×51 · 90×50 · 90×48 mm) o traço mais fino sai em 0,250 mm, porque o piso é aplicado por ESCALA a partir do px/mm da peça. É exatamente por isso que o piso foi escrito em milímetro e não em pixel.
- não vale para post, story, banner e capa — peça de tela não tem milímetro, e inventar alvo físico para ela seria pior que não ter;
- aplica-se à SERRA. O marcador de seção (o risco amarelo de 56px, §7.6) tem traço fixo de 2px = 0,170 mm no cartão: passa em offset e em digital positivo, reprova em serigrafia. Fica intocado até haver veredito próprio — ele não é linha de serra e não responde à lei da faixa.
⚠ O PISO NÃO PODE SER VIOLADO PELO ARREDONDAMENTO (esclarecimento normativo da v5.8). O traço vive em px com 2 casas decimais. Ao aplicar o fator de escala, o menor peso é arredondado para CIMA; os outros, para o mais próximo. Motivo medido: na pasta A4 (11,80952 px/mm) o piso vale 2,95238 px e o arredondamento normal devolvia 2,95 px = 0,24980 mm — 0,0002 mm abaixo do canon. Piso violado por arredondamento é piso que não existe. Arredondar o menor para cima só ENGROSSA, nunca afina, logo não pode criar defeito novo.
INSTRUMENTOS desta regra — dois, com papéis diferentes:
| instrumento | papel |
|---|---|
validacao/guarda-piso-mm.py |
a GUARDA (contrato MM1), de ALVO DE PASTA. Julga contra este piso e devolve placar PASS/FAIL/[n/a] com exit code. É o que impede uma peça nova de nascer abaixo do piso sem ninguém ver |
validacao/mede-traco-mm.py |
o DIAGNÓSTICO. Mede o traço em mm/pt contra os pisos de mercado (offset · digital · serigrafia, positiva e reversa), que não são canon |
⚠ COMO SE DECLARA QUE UMA PEÇA É IMPRESSA: o próprio artefato carrega o alvo
físico — <meta name="alvo-fisico" content="90x50mm">, escrito pelo gerador.
Peça sem essa declaração sai [n/a] NOMEADO, nunca PASS: peça de tela não tem
milímetro, e inventar alvo físico para ela seria pior que não ter. Nenhum
instrumento desta casa decide isso por nome de arquivo — filtro por nome tem a
aparência de cobertura e já deixou 17 de 51 arquivos deste projeto nunca medidos.
Traço: escala com a FAIXA (3,5 × F/86), com grampo de 1,5 a 4,5px — o piso e o teto do canon nunca são violados. Peça com largura < 700px recebe SUBCONJUNTO da cena.
⚠ Todos estes números são px de TELA. Para peça impressa o traço em px desta seção é o ponto de partida, não o resultado: o piso físico de 0,25 mm da §7.4-c (novo na v5.6) multiplica todos os planos por um fator único quando o mais fino ficaria abaixo dele. A pendência que esta linha declarava aberta — "o traço em mm para impressão (cartão 89×51 mm, pasta A4)" — foi MEDIDA e DECIDIDA em 2026-08-22 (pendência de projeto MR-P6); ver §7.4-c e Design System v2/validacao/MANIFESTO.md §108.
7.4-d A MEDIDA FÍSICA DO CARTÃO É 90×50 mm — PADRÃO BRASILEIRO (novo na v5.7)#
Rafael Sant'Ana, 2026-08-22, verbatim: "escolho B / qualquer ajuste é minimo se precisar fazer, e o desenho se ajusta hoje proporcionalmente"
REGRA: o cartão de visita da SEED engenharia é 90 × 50 mm (9×5 cm), o padrão
dominante nas gráficas brasileiras. A peça de referência é
07-pecas/cartao-90x50/ (§12.9), em 1063×591 px = 11,811 px/mm = 300 DPI.
⚠ A peça de referência MUDOU em 2026-08-25, e o ponteiro antigo foi repontado antes de o arquivo sair. Até aqui esta cláusula apontava para
L2-cartao-rodape-natural.htmleL3-cartao-verso.html, da era Cowork, que foram removidos por decisão dele — eram arquivo de produção, e o arquivo de produção vigente passou a ser outro. Os números que aquelas peças mediram e que fixaram o formato ficam registrados aqui, porque a decisão do formato se apoiou neles: 1062×590 px, 299,7 DPI, traço mínimo de 0,250 mm. A peça nova mede 300 DPI exatos e traço de 0,261 mm — e a diferença tem explicação na §7.4-f: o grafismo dela SANGRA, porque em 90 mm de span o traço não alcançaria o piso.
SUPERSEDE os 89×51 mm em que o cartão vinha sendo desenhado. ⚠ E a razão do
supersede é o achado desta rodada: 89×51 mm é 3,5 × 2 polegadas, a medida de
EUA e Canadá — ela entrou no projeto como default de ferramenta, não como
decisão de marca. Não existe registro de ninguém tê-la escolhido. A empresa
imprime no Brasil (MG, ES e BA), onde 90×50 mm é o que a gráfica corta sem pedir
arquivo especial e o que porta-cartão e carteira acomodam.
O que a troca custou, medido peça por peça — e é uma coisa só:
| 89×51 (antes) | 90×50 (vigente) | leitura | |
|---|---|---|---|
| traço mais fino | 0,250 mm | 0,250 mm | o piso da §7.4-c atravessa a troca de formato |
| piso digital REVERSO (0,176 mm) | PASS | PASS | o verso escuro — o caso caro — segue coberto |
| área do grafismo (teto 10%) | 1,51% | 1,54% | sobe porque a peça encolheu de área; segue a um sexto do teto |
| faixa da serra | 83px de 600 = 13,83% | 84px de 590 = 14,24% | ⚠ o desenho NÃO mudou — a serra tem quase o mesmo tamanho físico (7,0 → 7,1 mm); a peça ficou 1 mm mais baixa, então mudou o DENOMINADOR |
| GR1 na pasta das peças largas | 15·0·0 | 15·0·0 | nenhuma regressão |
| acervo dos 7 formatos | 21·0·0 | 21·0·0 | intacto — nenhuma outra peça foi tocada |
O ÚNICO custo real: uma linha nova no teto da §7.4. A tabela de tetos é indexada
pela razão da peça (tolerância 0,01), e a razão mudou de 1,745 para 1,800.
⚠ Antes de esta seção existir, a guarda GR1-c devolvia [n/a] para o cartão de
90×50 com o motivo escrito — "razão da peça 1,800 não casa com nenhum formato da
tabela §7.4; teto de canon não se interpola nem se herda por analogia (§0-b)".
Isso é a guarda funcionando: ela se recusou a aprovar por analogia e mandou a lacuna
ao decisor.
Nenhum vetor mudou, nenhum hex mudou. A peça vigente é byte-idêntica à opção
B que ele leu na folha de decisão (render-audit/gate-mr9/decisao.html) — conferido
por md5, 5 de 5.
⚠ O QUE ESTA SEÇÃO NÃO RESOLVE, e a gráfica vai perguntar: SANGRIA. O verso do
cartão é fundo cheio #005048, logo o arquivo de impressão precisa de área
além da linha de corte (mais margem de segurança para o conteúdo). Nenhuma
peça deste projeto tem sangria hoje, e nenhum número de sangria foi medido ou
autorizado. Pendência MR-P10 — independe desta decisão e não se resolve por
analogia com o que "as gráficas costumam pedir" (§0-b).
⚠ E se a compra for ONLINE, confirme o formato no pedido. A maior gráfica online
do país (Printi) vende 90×48 mm como o formato dela. Esses 2 mm viram corte no
desenho se o arquivo foi fechado para 90×50. A variante 90×48 está medida e
guardada em render-audit/gate-mr9/br-90x48/ — ela não é escolha de marca, é
restrição de fornecedor, e por isso não entrou no canon.
7.4-f O GRAFISMO DE LINHA TEM UM SPAN MÍNIMO: 125 mm (novo em 2026-08-25)#
REGRA: o divisor de grafismo, na proporção natural, exige span ≥ 125 mm para
cumprir o piso de 0,25 mm do §7.4-c. Abaixo disso ele não pode ser usado como
está — a peça sangra o grafismo ou não o usa.
Por que existe um mínimo, e por que ele não se contorna desenhando mais fino:
a altura do divisor e a espessura do traço são a mesma grandeza — a escala do
mapeamento viewBox → width. Encolher o grafismo encolhe o traço na mesma
proporção, e não há atributo que separe os dois. Isto já estava escrito no
gen-timbrado.py para o caso do rodapé ("o que NÃO dá para encolher é o
grafismo"); a §7.4-f generaliza com o número.
Medido em nove spans, gerando o divisor e lendo o traço mais fino de cada um:
| span | traço mais fino | |
|---|---|---|
| 78 mm | 0,157 mm | ⚠ abaixo |
| 90 mm | 0,181 mm | ⚠ abaixo |
| 100 mm | 0,201 mm | ⚠ abaixo |
| 110 mm | 0,221 mm | ⚠ abaixo |
| 120 mm | 0,241 mm | ⚠ abaixo |
| 124 mm | 0,249 mm | ⚠ abaixo — falta 0,001 mm |
| 125 mm | 0,251 mm | ✅ o mínimo |
| 130 mm | 0,261 mm | ✅ |
| 170 mm | 0,342 mm | ✅ a proporção do timbrado e da pasta |
A SAÍDA PARA PEÇA MENOR QUE 125 mm É SANGRAR, e o cartão 90×50 é o caso fundador: o divisor entra com 130 mm centralizado e a peça mostra um recorte de 90 mm. Arte maior que o corte é a definição de sangria — não é gambiarra, é o uso correto do recurso. Traço final 0,261 mm, folga de 4,5%.
⚠ A alternativa legítima é NÃO usar grafismo. Numa face que carrega
informação (a frente do cartão), a MM1-a sai [n/a] com o motivo declarado, e
esse é o veredito correto — não uma lacuna. O §3.5-c limita a UMA âncora
cromática por página; ele não exige nenhuma.
7.4-e SANGRIA E MARGEM DE SEGURANÇA EM PEÇA IMPRESSA (novo na v5.10)#
Rafael Sant'Ana, 2026-08-22, verbatim: "a sangria vc tem que usar o que o mercado indica nas suas pesquisas. acredito que 3+3" e, sobre o método, na mesma mensagem: "vc tem que deixar o desenho dentro da area real, e a parte da sangria vc cresce o desenho."
| sangria | 3 mm por lado, além da linha de corte |
| margem de segurança | 3 mm — nenhum conteúdo (texto, logo, marcador) mais perto do corte que isso |
| método | a composição é definida para a ÁREA DE CORTE e não se mexe; a sangria é crescimento para fora |
O MÉTODO É REGRA, não detalhe de execução. Há duas formas de produzir sangria e elas dão resultados diferentes: (a) encolher a arte para caber numa tela maior — muda a composição e desalinha tudo que foi aprovado; (b) crescer para fora, mantendo a arte onde está. O canon manda (b), por veredito dele.
⚠⚠ O ARQUIVO DE PRODUÇÃO NASCE SOB DEMANDA (regra dele, v5.11). Verbatim: "sobre a producao, apenas o mock, quando for ter a producao de alguma peça especifica, ai sim trabalhamos o arquivo de producao para aquela demanda".
Logo o entregável PADRÃO de toda peça é o MOCK — a peça no tamanho do corte,
gerada por script, para decidir se o desenho está certo. O arquivo com sangria (e,
quando houver dobra, a faca) só é feito quando existe a COMPRA daquela peça.
Por que isso é regra e não preferência: arquivo de produção feito antes da demanda
envelhece — a gráfica escolhida pode pedir 5 mm em vez de 3, ou uma faca diferente, e
aí o arquivo pronto vira arquivo errado com aparência de pronto. O único arquivo de
produção que existe hoje é o do cartão de visita (producao/cartao-90x50/),
feito porque a demanda apareceu junto com a decisão.
⚠ CONSEQUÊNCIA: existem DOIS tipos de arquivo, e confundi-los é defeito.
| tipo | tamanho | para que serve |
|---|---|---|
| arquivo de GATE | exatamente a área de corte | é o que a guarda GR1 mede (área, véu do glifo, faixa) e o que o decisor aprova olhando |
| arquivo de PRODUÇÃO | corte + 3 mm de cada lado | é o que vai para a gráfica |
Misturar os dois numa pasta faz a GR1 medir a tela com sangria e devolver [n/a] por
razão fora da tabela de tetos — um defeito que não é defeito. Cada arquivo declara
o próprio papel: <meta name="papel" content="gate"> ou "producao", e o de
produção declara também <meta name="corte-px"> e <meta name="sangria">.
POR QUE SANGRIA NÃO É OPCIONAL NESTA FAMÍLIA, medido: a serra do rodapé é
width:100% com bottom:0 — ela toca três bordas da peça. Arquivo do tamanho do
corte + desvio normal de guilhotina = fio branco na borda. No verso do cartão,
que é fundo cheio #005048, isso é o defeito de acabamento mais visível que existe.
POR QUE 3 mm e não 5, com os números da pesquisa: as três fontes consultadas
convergem numa estrutura — 3 mm é o mínimo que a indústria aceita (é o que a
Printi, maior gráfica online do país, publica como padrão dela) e 5 mm é o mais
comum no Brasil. O veredito escolheu 3 mm, e o efeito medido é que o layout
aprovado cabe sem mexer: o conteúdo do cartão está a 4,24 mm do corte — folga de
1,24 mm contra a margem de 3 mm (contra 5 mm faltariam 0,76 mm, e mover conteúdo
mudaria a composição aprovada).
⚠ A gráfica escolhida manda: as três fontes dizem para confirmar no pedido. Se a
gráfica exigir 5 mm, a conta já está pronta — e o conteúdo precisará ir de 50px para
59px.
⚠ ARREDONDAMENTO, mesma regra do piso de traço (§7.4-c / v5.8): a sangria em px arredonda para CIMA. Sangria curta é sangria que não existe. No cartão a 11,8 px/mm: 3 mm = 35,4 px → 36 px = 3,05 mm.
INSTRUMENTOS: a guarda MM1 (validacao/guarda-piso-mm.py) ganhou duas
cláusulas — MM1-d (arquivo de produção declara sangria ≥ 3 mm; arquivo de gate sai
[n/a], porque não leva sangria por definição) e MM1-e (conteúdo a ≥ 3 mm do
corte). O diagnóstico detalhado sai em validacao/mede-sangria.py.
ESCOPO E FRONTEIRAS:
- vale para peça com alvo físico declarado. Peça de tela não tem corte;
- ⚠ peça com DOBRA, VINCO ou FURO tem margem própria e NÃO está coberta aqui. A
pasta A4 com aba é o primeiro caso e não existe como arquivo de produção — a
fonte pesquisada dá, como exemplo do problema, 15 mm no lado da espiral em
encadernação wire-o. Medir isso é frente nova (
MR-P12); - marcas de corte no arquivo final dependem do que a gráfica pedir no pedido.
7.5 COR DO GRAFISMO — só stops da rampa canônica (novo na v5.4)#
Princípio: perspectiva atmosférica. O que está longe é mais claro e mais fino; a frente é sempre a mais firme. No tema escuro o plano de trás quase se dissolve no fundo — é a "névoa".
| modelo · tema | fundo da peça | frente | perto | longe | plano de fundo |
|---|---|---|---|---|---|
| arcos · claro | #FFFFFF |
#098475 |
#11B0A0 |
#66D1C2 |
#9CE4D8 |
| arcos · escuro | #005048 |
#66D1C2 |
#11B0A0 |
#098475 |
#006C62 |
| montanha · claro | #FFFFFF |
#098475 |
#66D1C2 |
— | #9CE4D8 |
| montanha · escuro | #005048 |
#66D1C2 |
#11B0A0 |
— | #006C62 |
REGRA: o grafismo usa EXCLUSIVAMENTE stops da rampa canônica turquesa (§3.2). Nenhum hex fora do sistema, em nenhuma circunstância.
⚠ Precedente registrado, e é a origem da regra §0-b do projeto: entre 2026-08-20 e 21 um hex inventado (
#0A6B60) viveu quatro rodadas no plano de trás das peças escuras e chegou a peça aprovada. Ele havia entrado "por precedente", e o arquivo do precedente não existia. Retirado por ordem do decisor: "eu nao autorizei e vc nao deveria ter criado sem autorizacao algo canonico e ja decidio." Substituído por#006C62(turquesa-700) — ΔE76 = 1,03, abaixo do limiar de percepção humana (~2,3), logo sem custo de aparência. REGRA §0-b: valor de marca que não existe neste documento nem nos gêmeos de token NÃO SE CRIA — nem "por precedente", nem "provisoriamente até o gate", nem porque a diferença é invisível. Faltando valor: use o stop canônico mais próximo medindo o custo, ou leve a lacuna ao decisor. Nunca invente e avise depois.
O AMARELO NÃO ENTRA NAS LINHAS DO GRAFISMO. O §3.4 dá ao amarelo o papel de acento único e esta seção manda o grafismo ser o elemento mais silencioso da peça — amarelo na serra criaria dois acentos competindo. Alternativa descartada, não esquecida.
7.6 Os usos permitidos — tabela consolidada#
| Uso permitido | Regime | Especificação |
|---|---|---|
| Textura de fundo | serra-cena (uso interno) | A cena Z3 do rodapé, INTEIRA (5 camadas, 4 tons, oclusão por máscara), turquesa a ≤10% de opacidade, atrás de conteúdo. Gerador: gen-detalhe.py. Supersede (v5.12) as "2–4 linhas curvas paralelas": paralelismo é ritmo; serra é profundidade (§7.1). Veredito verbatim: "vc tem que criar essas linhas igual as do rodapé que já estão aprovadas". |
| Marcador de seção | detalhe | O risco aprovado, intocado: bezier única 56×8px, amarelo #FAD61D, traço 2px, ponta redonda — o class="risco" de gen-zero-formatos.py, em produção nas 3 famílias. Amarelo mantido por veredito (§78.3-6 do seed-componentes.md o reconcilia de propósito; §7.4-c já lhe dera veredito próprio). Asset: 03-assets/grafismos/grafismo-marcador.svg |
| Detalhe de rodapé | detalhe | 1–2 linhas na base da peça, discretas, nunca mais de ~8% da altura |
| Divisor editorial | serra-cena (uso interno) | A imagem do rodapé (1080×85) repetida emendada e CORTADA no limite direito (verbatim: "a quantidade de cópias que precisar em sequência emendadas, e o que passar do limite do lado direito vc corta"). Altura natural = largura/12,7 (§7.4); piso de leitura = §7.2 (~15% da altura da peça — abaixo disso a serra desaparece); sem teto — a aplicação avalia o objeto (§78.3-3); ao crescer, cresce proporcionalmente. Emenda pela §7.3: toque exato natural (máscara de oclusão) + FUNDO das cópias internas mergulha abaixo da faixa. Gerador: gen-detalhe.py |
| Serra-cena no RODAPÉ | serra-cena | PADRÃO. Modelo de arcos, 4 planos, toque exato. Tetos por formato na §7.4 |
| Montanha no TOPO | serra-cena | OPÇÃO. 3 planos, crista bezier, oclusão com folga. Faixa regida pela LARGURA: F ≤ w / 6,5625 (§7.4-b) |
⚠ REGRA DA EMENDA — a partir da v5.36 (veredito dele, 2026-09-06): os SVGs de referência em 03-assets/grafismos/ (grafismo-divisor-*.svg, grafismo-textura-*.svg) são INSTÂNCIAS de uma largura, NUNCA um ladrilho. É PROIBIDO repeti-los por CSS (repeat, repeat-x), por cópias lado a lado ou por recorte: a emenda entre cópias (§7.3 — toque exato + mergulho) só existe DENTRO do gerador gen-detalhe.py (svg_divisor(span, altura)), e para outra largura, altura ou tema se GERA, não se repete. Origem: a vitrine (F9.3) repetiu a referência de 680 px por repeat-x e as ondas não se conectaram na junção; veredito dele, verbatim: "as 2 ondas nao se conecta, vc salvou o modelo de duplicacao errado? corrija" e "se vc que é o criador está comentendo esse erro, estou com medo de quem for consultar o material também fazer errado, isso deve ser corrigido, esse tido de erro é inaceitavel". A guarda transversal 06-validacao/guardas/guarda-grafismo.py varre todo HTML/CSS do repositório e acusa qualquer repetição do asset.
Regras (todas mantidas da v5.0): nunca rotacionar (sempre horizontal) · nunca voltar à massa preenchida (exceção única: capas físicas legadas até o redesenho da Fase 8) · nunca competir com foto ou dado — grafismo é o elemento mais silencioso da peça · área total de grafismo ≤10% da peça (supersede o limite de 50% de 2018). Medido nas 12 peças produzidas: 0,67% a 2,17% — o teto de área nunca esteve em risco; o conflito sempre foi de ALTURA, não de área.
7.7 ONDE VIVEM OS VETORES — a pendência §17.3 muda de estado (novo na v5.4)#
A pendência 3 da §17 dizia: "as linhas-padrão (textura, marcador, rodapé) serão desenhadas como assets SVG oficiais na Fase 8; até lá, gerar conforme especificação da §7". Para o regime SERRA-CENA isso já aconteceu, e não como SVG solto: como GERADOR.
| o que | onde |
|---|---|
| serra em arcos · 7 formatos | Design System v2/validacao/gen-zero-formatos.py |
| serra em arcos · peças largas (cartão, banner, capa) | Design System v2/validacao/gen-z3-largos.py |
| montanha · topo | Design System v2/validacao/gen-variantes-montanha.py |
| os 5 estudos que produziram o modelo | validacao/gen-estudo-{crista,vale,seed,frente,zero}.py |
| textura · divisor · marcador (v5.12) | 06-validacao/geradores/gen-detalhe.py — extrai o traçado do gen-zero-formatos.py por AST, nunca por cópia. Assets de referência: 03-assets/grafismos/ |
| especificação completa, com todos os números | seed-componentes.md §76 |
⚠ NÃO RECRIE O TRAÇADO À MÃO. Traçado redigitado é a classe de defeito mais perigosa deste projeto, porque não chama atenção e por isso não é conferida. A pendência §17.3 fechou na v5.12: os três usos internos (textura, marcador, divisor) ganharam gerador e assets oficiais.