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Boas práticas

23. Sinalização e impresso de campo — placa, etiqueta, adesivo e peça de obra

seed-praticas.md v1.2 · §23seção 24 de 2523-sinalizacao-e-impresso-de-campo-placa-etiqueta.md · MD5 09dcab21

Origem: base NOVA, escrita em 2026-09-08 na F9.8 onda 5, por veredito V-B2 dele (MANIFESTO §186). É a oitava e última das bases aprovadas — com ela a onda 5 fecha.

Revisão: conteúdo revisado em 2026-09-08 · ciclo de 6 meses (V-B3 = A) · vence em 2027-03-08

Estado: ✅ auditada na origem — lei e normas regulamentadoras lidas no texto oficial na data declarada.

23.0 Como ler esta seção — e o que ela não consegue provar#

Valem as etiquetas da §1.0.

O que esta seção NÃO consegue provar: desempenho de material (quanto tempo um adesivo resiste ao sol de uma usina, qual tinta desbota primeiro). Isso é ensaio de fornecedor e não foi medido. O que está aqui é o que a lei e a norma exigem, como se decide o tamanho e o que perguntar à gráfica — o resto é [não conferido] e se resolve pedindo especificação e garantia por escrito a quem produz.

23.1 O que já está decidido no acervo — e não se repete aqui#

o que onde
conteúdo obrigatório da placa de obra, e o achado de que a lei não fixa dimensão, cor nem tipografia inventario-pecas-ds.md §3.1
as sete situações de sinalização de segurança elétrica inventario-pecas-ds.md §3.2
Pantone e CMYK das oito cores canônicas marca-seed.md §3.1
logotipo com no mínimo 20 mm em impresso marca-seed.md §4
piso de traço de 0,25 mm em peça impressa marca-seed.md §7.4-c
as peças renderizadas 07-pecas/placa-obra/, placa-instalacao/, placa-quadro/, sinalizacao-nr10/, etiqueta-circuito/, etiqueta-equipamento/, frota/, rollup-totem/, cracha/, uniforme-epi/

Esta seção é a produção: o que a lei manda estar escrito, como se escolhe o tamanho para a distância de leitura, o que se pede à gráfica e o que acontece com a peça depois de instalada.

23.2 A lei e as normas, lidas em 2026-09-08#

Placa de obra — é lei, não é escolha#

[norma] Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, art. 16 (texto oficial): "Enquanto durar a execução de obras, instalações e serviços de qualquer natureza, é obrigatória a colocação e manutenção de placas visíveis e legíveis ao público, contendo o nome do autor e co-autores do projeto, em todos os seus aspectos técnicos e artísticos, assim como os dos responsáveis pela execução dos trabalhos."

O detalhamento do conteúdo está na Resolução CONFEA nº 407/1996 e na nota técnica que a consolida — não lidas nesta rodada: [não conferido]. O inventário de peças já registra o conteúdo obrigatório derivado dela.

Sinalização de segurança elétrica — e o item muda de número em 2027#

[norma] NR-10 vigente (redação da Portaria SEPRT nº 915/2019), item 10.10.1: nas instalações e serviços em eletricidade "deve ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao disposto na NR-26", em sete situações: identificação de circuitos · travamentos e bloqueios · restrições e impedimentos de acesso · delimitação de áreas · áreas de circulação e de veículos · impedimento de energização · identificação de equipamento ou circuito impedido.

[norma] No texto novo (Portaria MTE nº 737/2026, vigência 01/06/2027) o mesmo conteúdo passa a ser o item 10.7.7 — e nasce um requisito que hoje não existe, o 10.7.7.1: "Os painéis e quadros elétricos devem possuir no mínimo: a) porta de acesso mantida permanentemente fechada (…); e b) sinalização do nível de tensão, advertência quanto ao perigo de choque e arco elétrico e à restrição de acesso por pessoas não autorizadas."

[SEED] Isso vira peça: a placa-quadro do acervo passa a ter conteúdo mínimo definido por norma a partir de 01/06/2027 — nível de tensão, advertência de choque e de arco elétrico, e restrição de acesso. Fica registrado como PB-P10: revisar as peças de sinalização e o inventario-pecas-ds.md §3.2 (que cita o item 10.10.1) quando o texto novo entrar em vigor.

⛔ A NR-26 não tem tabela de cor — medido#

[norma] NR-26, redação da Portaria MTP nº 2.770, de 05/09/2022, texto oficial lido em 2026-09-08. Medição: a palavra "vermelho", "amarelo", "verde" e "azul" aparecem zero vez no texto inteiro. O que a norma diz é:

  • "As cores utilizadas para identificar os equipamentos de segurança, delimitar áreas, identificar tubulações (…) e advertir contra riscos devem atender ao disposto nas normas técnicas oficiais."
  • "A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes."
  • "O uso de cores deve ser o mais reduzido possível a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador."

Consequência prática: aquela tabela "cores da NR-26" que circula em blog e em material de treinamento não está na NR-26 — ela remete às normas técnicas oficiais, e a referência brasileira de cor de segurança é a ABNT NBR 7195 (norma paga, [não conferido]). Quem escrever "conforme a NR-26, o vermelho significa…" está citando texto que não existe.

[SEED] E as duas últimas linhas são orientação de design vinda de uma norma de segurança: cor nunca é o único código (é a mesma lei do DG17 do seed-dataviz.md e da §18.2) e menos cor é melhor — o que casa com a política de cor da marca.

23.3 Tamanho e legibilidade: a peça se dimensiona pela distância#

[SEED] A pergunta certa não é "que tamanho tem a placa?", é "de onde ela vai ser lida?".

  • Regra de bolso da casa: a altura da letra é, no mínimo, 1 mm para cada 200 mm de distância de leitura — 5 mm por metro. Uma placa de obra lida da calçada, a 10 m, pede letra de 50 mm na informação principal; a etiqueta de circuito, lida a 50 cm, pede 2,5 mm. É convenção nossa, com a aritmética exposta para poder ser contestada — a referência normativa de sinalização visual e tátil é a ABNT NBR 9050 (paga, [não conferido]).
  • Três níveis de informação por peça, no máximo: o que é (lido de longe), o dado principal (lido de perto), o detalhe legal (lido colado).
  • Contraste igual ao da tela: 4,5:1 para texto, 3:1 para texto grande (§18.2). Ao sol, com poeira e a 10 m, o piso é o mesmo — não menos.
  • Sem serifa, caixa mista, sem itálico. Texto longo em CAIXA ALTA lê pior; o título curto pode.
  • Teste barato antes de mandar imprimir: imprima a peça em A4, ponha na parede e ande até a distância real dividida pela redução. Se não lê, o problema é o tamanho da letra, não o material.

23.4 O que se pede à gráfica#

[SEED], com o mecanismo.

item o que pedir por quê
sangria 3 mm além do corte em toda peça cortada a guilhotina tem tolerância; sem sangria aparece filete branco
margem de segurança nada importante a menos de 5 mm da borda mesma tolerância, do outro lado
cor CMYK e Pantone do marca-seed.md §3.1 — nunca convertidos pela gráfica a partir do HEX conversão automática de HEX para CMYK muda a cor da marca, e cada RIP converte diferente
imagem resolução medida no tamanho final, não no arquivo uma foto de 4000 px é alta numa etiqueta e baixa num rollup
tipografia fonte empacotada ou convertida em curvas a gráfica não tem a Montserrat instalada, e o substituto silencioso é o pior defeito de impresso
traço nada abaixo de 0,25 mm (marca-seed.md §7.4-c) abaixo disso o traço some ou empasta
logotipo mínimo 20 mm de largura (marca-seed.md §4) piso do manual, mantido
prova prova de cor física antes da tiragem, em peça grande ou em série a tela mente sobre a cor impressa

A mesma regra do §7.0 vale aqui: valor de cor não se digita num pedido de gráfica a partir da memória ou de uma peça antiga. Sai do canon, na hora. Foi transcrição que pôs cinco cores erradas em todo deck e proposta da casa (§7.0), e uma placa errada fica meses na rua.

23.5 Material, ambiente e o que perguntar antes#

[SEED] A peça de campo não é escolhida por material, é escolhida por onde ela vai viver. Quatro perguntas, sempre:

  1. Pega sol? Então a pergunta ao fornecedor é a resistência a raios ultravioleta e a garantia em anos, por escrito. Peça de usina solar vive no pior caso possível: sol o dia inteiro, o ano inteiro.
  2. Pega chuva ou lavagem? Define o adesivo e a laminação.
  3. Pega calor? Etiqueta dentro de quadro ou de painel convive com temperatura elevada; etiqueta comum descola e cai — e etiqueta caída dentro de painel energizado é outro problema.
  4. Alguém toca? Peça que se toca precisa de laminação; peça de sinalização de segurança tocada com luva suja precisa poder ser limpa.

Nenhuma marca, material ou prazo de durabilidade é recomendado aqui: seriam afirmações sem medição. A regra é exigir a especificação e a garantia do fornecedor por escrito, e guardá-las junto do documento da obra.

23.6 Depois de instalada — a parte que ninguém trata#

[SEED]

  • A placa de obra é temporária. A lei manda mantê-la "enquanto durar a execução". Terminou, sai — e no lugar entra, se for o caso, a placa de identificação da instalação, que é permanente e opcional (inventário §3.1 e a peça placa-instalacao).
  • Etiqueta de circuito desatualizada é pior que etiqueta nenhuma. Ela orienta manobra. Circuito alterado, etiqueta trocada no mesmo serviço — e a alteração entra no as-built e no diário de obra (07-pecas/as-built/, 07-pecas/art-diario-obra/).
  • Sinalização de impedimento de energização tem ciclo próprio, com colocação e remoção previstas no procedimento da NR-10. Ela não é peça de marca: é dispositivo de segurança, e sai quando o procedimento manda.
  • A foto da peça instalada entra no acervo (§17), e é ela que prova que a placa existiu.

23.7 Anti-padrões#

por quê
Obra sem placa descumpre o art. 16 da Lei 5.194/1966
Placa sem nome, título e registro no CREA dos responsáveis é exatamente o conteúdo que a lei exige
Citar "as cores da NR-26" a NR-26 vigente não menciona cor nenhuma — medido
Cor da marca convertida pela gráfica a partir do HEX cada RIP converte diferente; use o CMYK e o Pantone do canon
Arquivo sem sangria filete branco no corte
Fonte não empacotada substituição silenciosa na gráfica
Dimensionar a peça pelo formato disponível dimensiona-se pela distância de leitura
Etiqueta de circuito não atualizada após alteração orienta manobra errada em instalação energizada
Placa de obra que fica depois da obra a lei fala em "enquanto durar a execução"
Peça de campo aprovada só na tela a tela mente sobre a cor e sobre o tamanho

23.8 O que ficou de fora desta rodada#

  • ABNT NBR 7195 (cores de segurança), NBR 9050 (sinalização visual e tátil) e NBR 13434 (sinalização de emergência) — citadas por número, texto não lido, normas pagas: [não conferido]. Entram na PB-P7, a conferência de edições vigentes no catálogo da ABNT.
  • Resolução CONFEA nº 407/1996 — o detalhamento da placa de obra não foi lido nesta rodada; o inventário de peças já carrega o conteúdo derivado dela.
  • Especificação de material com durabilidade medida — é ensaio de fornecedor.
  • PB-P10 (nova): em 01/06/2027 a sinalização elétrica muda de item na NR-10 (10.10.1 → 10.7.7) e ganha o 10.7.7.1, com conteúdo mínimo para painel e quadro. Revisar as peças sinalizacao-nr10 e placa-quadro e a citação do inventario-pecas-ds.md §3.2 antes dessa data.

Esc